InsEtkin
Design de Marca

Introdução

A Insetkin nasceu para transformar a maneira como enxergamos a alimentação. Em um mundo onde a busca por alternativas nutritivas, sustentáveis e acessíveis é essencial, apostamos nos superalimentos derivados de insetos como uma solução inovadora. Nossa missão vai além de oferecer produtos: queremos desmistificar, informar e trazer uma nova perspectiva sobre esse universo, tornando essa escolha mais natural e acessível para os brasileiros.

Acreditamos que comer bem não precisa ser complicado – e nem caro.
Com um toque de curiosidade e bom humor, mostramos que os alimentos à base de insetos são parte do futuro da alimentação. Nosso compromisso é com a qualidade, a sustentabilidade e a construção de um novo hábito alimentar, sem preconceitos e sem frescura.

O Projeto

Já parou para pensar quando coisa ainda não conhecemos, mas ainda assim faz parte da nossa cultura? Tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe, foi esse universo que a InsEtkin procura explorar. Ou melhor, ajudar o brasileiro a descobrir e introduzir no seu prato.Muito comum em outras culturas, o território, mesmo que de origem indígena, perdeu ou desconhece certas fontes nutritivas que podem trazer benefícios e até mesmo pode ser solução. Foi assim que Guilhermo, fundador da InsEtkin, descobriu os insetos.

De Salvador–BA, foi diagnosticado com pré-diabetes, o que limita e muito o consumo de determinado ingredientes muito comuns na culinária do norte do país, se viu obrigado a explorar novas formas de se alimentar. Apesar de presente, insetos ainda são bastante exóticos e pouco encontrados nessa região porque não fazem parte do consumo do brasileiro comum.

E por quê?

O Desafio

Antes de pensar em identidade visual, era necessário entender a origem da rejeição.

Durante a colonização, práticas alimentares indígenas — incluindo o consumo de insetos — passaram a ser associadas à “primitividade”, enquanto hábitos alimentares europeus eram promovidos como superiores. Com o tempo, esse distanciamento cultural foi ampliado pela urbanização, globalização e padronização alimentar.

O resultado disso permanece até hoje: para muitas pessoas, insetos ainda são automaticamente associados ao desconforto, estranhamento ou repulsa.

Isso transformava o principal desafio da InsEtkin em algo muito maior do que criar uma marca para um novo alimento. Era necessário construir uma experiência de aproximação. A estratégia precisava reduzir barreiras emocionais e culturais sem transformar o tema em algo excessivamente técnico ou intimidador.

É aqui que a InsEtkin entra com informação, conscientização e acessibilidade informacional e financeira.

Durante pesquisas iniciais, percebemos que grande parte das gerações Y (Millennials) e Z se mostrava aberta a experimentar alimentos à base de insetos — mesmo que inicialmente por curiosidade. Isso indicava que a resistência não vinha necessariamente da rejeição absoluta, mas da forma como o assunto era apresentado.

Foi a partir desse ponto que o design passou a atuar não apenas como estética, mas como ferramenta de comunicação, aproximação e mudança de percepção.

E é aqui que o nosso design grita.

Estratégia de comunicação

Para aproximar o público de um tema ainda cercado por resistência cultural, a comunicação da InsEtkin precisava funcionar mais como convite do que convencimento. A estratégia foi construída a partir da combinação entre os arquétipos do Sábio e do Comediante:  informação confiável, mas transmitida de forma leve, acessível e acolhedora.

“Com ciência na cabeça e bom humor na conversa, a InsEtkin descomplica os superalimentos à base de insetos. São nutritivos, sustentáveis e acessíveis — e a gente prova que faz todo sentido. Menos tabu, mais informação.”

O humor não foi utilizado apenas como recurso visual ou verbal, mas como ferramenta para diminuir o estranhamento inicial e tornar a conversa mais próxima da realidade brasileira. Em vez de confrontar diretamente o estigma, a comunicação buscava despertar curiosidade de forma gradual, criando espaço para descoberta, diálogo e identificação.

A linguagem acessível, combinada com dados reais e uma abordagem menos intimidadora, ajudava a transformar um assunto potencialmente desconfortável em algo mais humano, compreensível e explorável. Mais do que apresentar um produto, a InsEtkin precisava construir abertura para uma nova possibilidade de consumo.

Uma categoria familiar como ponto de entrada

A escolha por iniciar a marca através de um snack proteico já partia de uma lógica existente no mercado internacional de alimentos à base de insetos: utilizar categorias familiares para reduzir a resistência inicial do público. A barra proteica surgia como um formato estratégico justamente por já fazer parte da rotina de consumo contemporânea, especialmente entre pessoas que buscam praticidade, desempenho e suplementação alimentar.

A partir disso, o desafio da comunicação foi transformar esse primeiro contato em algo mais próximo, acessível e culturalmente menos intimidador. A criação da sub marca Barra de Ser Real ajudava a reforçar essa aproximação através de uma linguagem mais cotidiana e direta, conectando nutrição, sustentabilidade e conveniência dentro de um formato já conhecido pelo público brasileiro.

Mais do que apresentar um ingrediente diferente, a experiência precisava fazer sentido dentro de hábitos que já existiam.

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